Goianésia - A imagem da pessoa acima do peso ainda é, de forma equivocada, associada à falta de disciplina e a problemas de saúde. Esse estigma reforça a pressão social por corpos considerados perfeitos e alimenta a intolerância ao diferente. Apesar dos avanços nas discussões sobre gordofobia e aceitação corporal, atitudes preconceituosas continuam sendo uma realidade para muitas pessoas.
A nutricionista clínica e esportiva, especialista em nutrição comportamental, Laiza Carvalho, explica que os padrões estéticos impostos pela sociedade podem afetar diretamente a saúde física e mental.
“Nas redes sociais, vemos muitos jovens seguindo influenciadores que mostram apenas o lado idealizado da rotina. Essa busca constante pelo corpo perfeito pode levar a práticas perigosas, como dietas extremamente restritivas e comportamentos prejudiciais. É essencial procurar orientação de um profissional capacitado e entender que cada corpo tem seu próprio ritmo e biotipo. Comparações só geram frustração”, afirmou.
No Brasil, a pressão por um corpo considerado ideal tem contribuído para o aumento de casos de baixa autoestima, ansiedade e depressão.
Em Goianésia, a moradora Valquíria Melo conta que enfrentou dificuldades com o ganho de peso, mas aprendeu a respeitar o próprio corpo.
“A gente precisa entender os nossos limites. Dietas muito radicais não funcionam a longo prazo. Quando passei a adotar hábitos saudáveis com consciência, percebi resultados mais duradouros e me senti melhor comigo mesma”, contou.
Nas redes sociais, cresce o número de pessoas que compartilham imagens e relatos sobre um estilo de vida equilibrado, com o objetivo de inspirar outras pessoas a cuidarem da saúde de forma realista.
Especialistas, no entanto, alertam para o perigo de transformar essa exposição em comparação e cobrança excessiva.
Cada corpo tem suas particularidades, e a verdadeira saúde está na harmonia entre o físico e o emocional.




