Goianésia - Uma técnica sustentável está transformando a rotina de muitos produtores rurais no Brasil. Conhecida como “pasto sobre pasto”, a prática consiste em semear novas espécies forrageiras sobre áreas de pastagem já existentes, sem a necessidade de destruir a vegetação anterior. O sistema tem ganhado espaço por garantir alimentação ao gado durante todo o ano, inclusive no período de seca, quando a escassez de forragem é um dos principais desafios da pecuária.
De acordo com a Embrapa, a adoção do método pode aumentar em até 40% a disponibilidade de alimento nos meses mais críticos, além de reduzir significativamente os custos de produção e contribuir para a conservação do solo.
O agrônomo Matheus Nascimento explica que a técnica é baseada no uso inteligente das forragens, como cana-de-açúcar, milho e sorgo. “Essas plantas podem ser consideradas forrageiras e têm papel fundamental tanto na agricultura quanto na pecuária. Na lavoura, elas ajudam na cobertura do solo e na produção de sementes. Na pecuária, entram diretamente na alimentação dos animais”, afirma.
Matheus também destaca a importância da silagem como complemento alimentar durante a estiagem. “Na alimentação de equinos, caprinos e bovinos, a base é a forragem. Em tempos secos, a silagem entra como reforço para manter o desempenho dos animais”, completa.
O sucesso do sistema “pasto sobre pasto”, no entanto, depende de planejamento adequado. A escolha correta das espécies, o manejo eficiente do solo e o controle de pragas são fatores determinantes para alcançar bons resultados. O acompanhamento técnico é fundamental para garantir a eficiência da prática.
A técnica representa um avanço importante na pecuária moderna, aliando sustentabilidade, nutrição de qualidade para o rebanho e redução de custos para os produtores. Ao manter a oferta de alimento de forma contínua e equilibrada, o sistema contribui para uma pecuária mais produtiva, competitiva e ambientalmente responsável.




