Investir em processos respeitosos fortalece a marca empregadora e evita crises de imagem

Goianésia- As demissões fazem parte da rotina empresarial, mas a forma como são conduzidas tem ganhado cada vez mais atenção. Especialistas alertam que desligamentos realizados sem empatia, diálogo ou preparo adequado podem causar danos à imagem da empresa e até desmotivar os colaboradores que permanecem na organização. Em um cenário onde as redes sociais amplificam experiências negativas, a maneira como um funcionário é desligado pode impactar diretamente a reputação corporativa e a confiança de futuros talentos.

A especialista em Recursos Humanos, Débora Rodrigues, destaca os efeitos negativos de uma demissão não humanizada.
“O modo como uma organização trata as pessoas no momento da despedida revela seus verdadeiros valores. Isso afeta o clima interno, abala a confiança da equipe e fragiliza a credibilidade da marca empregadora no mercado. Reputações são construídas ou destruídas pela experiência humana que a empresa promove. Uma demissão mal conduzida pode apagar anos de construção de marca. Já uma saída cuidadosa e transparente pode fortalecer a imagem da empresa como responsável, empática e coerente com seus valores”, afirma.

Uma pesquisa da Fundação Dom Cabral revela que 67% dos profissionais consideram a forma de demissão um fator determinante para decidir se voltariam a trabalhar na mesma empresa. Além disso, 54% afirmam que desligamentos mal conduzidos reduzem a motivação da equipe.

A consultora empresarial Angélica Arruda ressalta como o setor de Recursos Humanos pode contribuir para humanizar o processo de desligamento. “Uma forma importante do RH colaborar é realizar a entrevista de desligamento, garantindo que o colaborador tenha uma porta aberta. Também é fundamental desenvolver programas e acompanhar o ex-colaborador mesmo após a saída, oferecendo apoio no processo de recolocação, mantendo contato e demonstrando preocupação genuína”, explica.