Especialistas alertam que o corte radical pode causar queda de energia, irritabilidade e compulsão alimentar

Goianésia - Nos últimos anos, eliminar o açúcar da dieta virou tendência entre pessoas que buscam uma vida mais saudável. No entanto, especialistas alertam que o corte total pode trazer consequências indesejadas, como fadiga, alterações de humor e até compulsão alimentar. Quando consumido de forma equilibrada, o açúcar tem função essencial, sendo uma das principais fontes de energia para o cérebro e os músculos.

A nutricionista Alana Bezerra explica que o consumo em excesso pode criar um ciclo prejudicial ao organismo. “Quando a pessoa ingere grandes quantidades de açúcar refinado, ocorre um rápido aumento da glicose no sangue, o que libera dopamina e estimula o vício. Logo em seguida, os níveis caem de forma abrupta, aumentando o apetite e o desejo por mais doces. É por isso que alguns estudos chegam a comparar o vício do açúcar ao da cocaína”, afirma.

O alerta dos especialistas é que o problema não está no açúcar em si, mas no excesso e, principalmente, nos açúcares adicionados em alimentos ultraprocessados. A recomendação é priorizar fontes naturais, como frutas e cereais integrais, e reduzir o consumo de refrigerantes, doces e produtos industrializados. Para Alana, o segredo está na mudança gradual dos hábitos. “É preciso começar com pequenas substituições. Se a pessoa bebe refrigerante várias vezes por semana, pode reduzir a frequência ou optar por versões sem açúcar. O ideal é que o consumo seja cada vez menor, mas a redução precisa ser feita de forma leve e progressiva”, orienta.

Médicos e nutricionistas reforçam que a chave está no equilíbrio. Cortar totalmente o açúcar pode comprometer o bem-estar físico e emocional, enquanto o consumo moderado contribui para manter os níveis de energia. A recomendação é investir em uma reeducação alimentar, identificando excessos e optando por alternativas mais saudáveis, como frutas no lugar de sobremesas industrializadas.