Estiagem prolongada aumenta ocorrências de incêndios e ameaça saúde, patrimônio e meio ambiente

Goianésia - Nos últimos 15 dias, municípios como Goianésia, Vila Propício e Santa Rita registraram diversos incêndios de grandes proporções na zona rural. O delegado Marco Antônio Maia, em entrevista exclusiva à RVC FM, fez um alerta sobre os riscos desse período de estiagem, que intensifica as queimadas e amplia os danos para o meio ambiente, a saúde e o patrimônio dos produtores.

“Estamos vivendo um momento de grande seca, que exige cuidado redobrado da população. Nesta semana tivemos um incêndio provocado por uma bituca de cigarro que destruiu máquinas e tratores. Além do prejuízo ambiental, há impactos sérios para os animais silvestres, para o gado e também para a saúde, já que a fumaça piora a qualidade do ar e atinge toda a cidade”, destacou o delegado.

Marco Antônio reforçou a necessidade de consciência e prevenção, especialmente por parte dos motoristas que transitam em rodovias e de moradores que ainda insistem em usar fogo para limpeza de áreas. “Qualquer fagulha pode gerar um incêndio de grandes proporções e colocar vidas em risco. Esse não é o momento de usar fogo. Se for preciso limpar um terreno, use trator, máquina ou enxada, mas nunca o fogo”, orientou.

Segundo o delegado, um homem foi levado à delegacia após ser flagrado ateando fogo ao descartar um cigarro aceso. O caso foi registrado como incêndio culposo, mas Marco Antônio avalia que situações como essa deveriam ser tratadas com mais rigor. “Quem joga um cigarro aceso em um período de seca sabe que pode provocar um incêndio. Isso é assumir o risco. Além do crime, existe a responsabilidade de reparar os prejuízos causados”, afirmou.

O delegado, que também é pai de quatro filhos, ressaltou a preocupação com as consequências das queimadas para a saúde da população, em especial das crianças. “Esse é um período em que elas adoecem com problemas respiratórios. Precisamos pensar mais no coletivo, porque uma atitude irresponsável pode gerar perdas irreparáveis. O pedido é de cautela: não usem fogo em hipótese alguma”, concluiu.