Goianésia - A dor nas costas é hoje uma das principais causas de afastamento do trabalho entre pessoas em idade produtiva no Brasil. O impacto na qualidade de vida é significativo, e o tratamento adequado torna-se essencial para garantir bem-estar e funcionalidade. Nesse cenário, a fisioterapia tem se consolidado como uma aliada indispensável, promovendo alívio da dor, recuperação da mobilidade e prevenção de novos episódios.
Segundo a fisioterapeuta Naila Mendes, a atuação do profissional é fundamental para o sucesso do tratamento. “Tratar as dores nas costas melhora a qualidade de vida de muitas pessoas. A fisioterapia é responsável tanto pela recuperação dos movimentos quanto pela prevenção de lesões e disfunções. Ela atua diretamente na melhora da função muscular e articular, diminuindo a dor e reduzindo as chances de reincidência”, explica.
A região lombar é a mais afetada, seguida pela cervical. A dor lombar inespecífica, de origem multifatorial, é a mais comum. Fatores como má postura, sedentarismo, desalinhamentos na coluna, estresse e tensão muscular estão entre as principais causas. De acordo com a especialista, a avaliação fisioterapêutica inclui o levantamento do histórico clínico, análise do estilo de vida e sintomas, além de exames físicos e neurológicos que ajudam a definir a melhor abordagem terapêutica.
O plano de tratamento é sempre individualizado e adaptado aos limites e necessidades de cada paciente. As técnicas mais utilizadas incluem terapias ativas, que envolvem exercícios específicos para fortalecer a musculatura, melhorar a flexibilidade e restaurar a mobilidade. Modalidades como Pilates, Reeducação Postural Global (RPG) e alongamentos terapêuticos estão entre as mais recomendadas. As terapias manuais, como mobilizações, manipulações articulares e massoterapia, também têm papel importante na liberação de tensões e no alívio da dor.
Além de tratar os sintomas, a fisioterapia atua na origem do problema, promovendo educação postural e orientações para o dia a dia, com foco na prevenção. O acompanhamento profissional contínuo permite ajustes no tratamento e amplia as chances de uma recuperação duradoura.




