Goianésia - O Ministério da Saúde, em parceria com entidades especializadas, intensifica campanhas de conscientização para prevenir a gravidez na adolescência. O foco é alertar sobre os impactos físicos, emocionais e sociais que uma gestação precoce pode causar em meninas entre 10 e 19 anos.
A pediatra Joice Costa destaca as consequências da maternidade precoce nas decisões futuras: “A adolescente que se torna mãe tem maior chance de evasão escolar e, com menos escolaridade, a possibilidade de baixa remuneração salarial aumenta. Além disso, cerca de 60% das adolescentes que engravidam uma vez têm chance de uma nova gestação ainda na adolescência. Por isso, é fundamental conversar com os jovens, mesmo que o tema seja um tabu em muitas famílias. Se os pais não conseguem abordar o assunto, é importante procurar profissionais capacitados.”
Dados nacionais indicam que, em 2024, o Brasil registrou mais de 300 mil nascidos vivos de mães adolescentes, representando cerca de 14% dos partos no país. Em Goiás, a realidade acompanha a média nacional, com índices elevados especialmente no interior, como em Goianésia, onde os serviços de saúde reforçam ações educativas e distribuem métodos contraceptivos.
Joice ressalta a importância do diálogo antecipado: “A pesquisa nacional da saúde escolar aponta que a idade média de início da atividade sexual no Brasil é por volta dos 14 anos. Por isso, é necessário conversar com os adolescentes antes desse momento para que saibam como se proteger. Nosso papel não é incentivar a atividade sexual, mas orientar sobre métodos seguros e prevenção.”
Especialistas afirmam que a prevenção depende de informação clara, diálogo aberto nas famílias e ampliação do acesso à saúde reprodutiva. O cuidado precoce, aliado a políticas públicas eficazes, é essencial para reduzir os índices de gravidez precoce e garantir melhores perspectivas para o futuro dos jovens.




