Pesquisas mostram que poluição e baixa umidade aumentam risco de doenças respiratórias na infância

Goianésia - A poluição atmosférica tem se tornado uma preocupação crescente para famílias e autoridades de saúde. Estudos recentes mostram que as crianças são as mais afetadas pela má qualidade do ar, já que o sistema respiratório delas ainda está em desenvolvimento e a exposição prolongada a poluentes pode causar sérios problemas de saúde. Em cidades do interior, como Goianésia, a baixa umidade do ar no período de estiagem também agrava esse cenário. A pneumologista Dra. Marilda Cristina ressalta que o período é propenso para doenças respiratórias:


“Existe um risco maior de descompensação de doenças respiratórias e alérgicas, como asma e rinite, porque as crianças estão com o sistema imunológico e respiratório em desenvolvimento. Então, elas estão mais suscetíveis ao desenvolvimento de alergias e doenças respiratórias.”

Segundo a Organização Mundial da Saúde, sete milhões de pessoas morrem todos os anos no mundo por causas relacionadas à poluição do ar, e grande parte são crianças. No Brasil, dados do Ministério da Saúde apontam que doenças respiratórias estão entre as principais causas de internação infantil. Pesquisas reforçam que a poluição pode aumentar os riscos de crises de asma, bronquite e até de redução da capacidade pulmonar. A doutora Marilda detalha que os impactos vão além dos pulmões:

“Pode haver prejuízo no desenvolvimento cerebral com exposição à poluição em níveis elevados, aumento dos casos de câncer, principalmente câncer de pulmão. Por isso a importância do acompanhamento médico.”