Nutricionista explica diferenças entre sucos, néctares e refrescos e destaca importância da leitura do rótulo

Goianésia - O suco de caixinha é presença constante na mesa de muitos brasileiros, seja no café da manhã, no lanche ou até no dia a dia das crianças. Mas quando o assunto é saúde, surgem dúvidas: será que ele realmente faz bem ou pode prejudicar o organismo?

Segundo a nutricionista Nara Vieira, existe uma regra oficial que ajuda a diferenciar as opções disponíveis no mercado.

“Existe uma classificação oficial estabelecida pelo MAPA, que é o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que define que o suco tem 100% de suco de fruta, enquanto que o néctar tem entre 10 e 50%, dependendo da fruta, e o refresco entre 4 e 30% de suco, a depender da fruta.”

Pesquisas nacionais apontam que mais de 70% das famílias brasileiras ainda optam pelo néctar, principalmente pelo preço e pela praticidade. Nara reforça que é possível encontrar categorias mais naturais do produto.

O processo de produção também faz diferença na qualidade.

A combinação da pasteurização, que é o processo térmico que impede a oxidação dos sucos e elimina microrganismos, junto com o envase asséptico nas caixinhas de seis camadas que protegem o alimento da luz, oxigênio e umidade, mantendo suas características sensoriais e sua qualidade, é o que efetivamente dispensa a necessidade de conservantes. O resultado é um alimento seguro, prático e nutritivo. Especialistas recomendam sempre observar o rótulo antes da compra e dar preferência aos sucos integrais ou naturais. Embora o suco de caixinha seja prático, o consumo em excesso pode aumentar a ingestão de açúcar e calorias. O equilíbrio é a chave para aproveitar os benefícios sem abrir mão da saúde.