Goianésia - Municípios com menor crescimento populacional concentram mais idosos e desafiam políticas públicas
O envelhecimento da população em Goiás não ocorre de maneira uniforme. Enquanto alguns municípios registram altos percentuais de idosos, outros mantêm um perfil demográfico mais jovem, refletindo dinâmicas locais de crescimento populacional e desenvolvimento econômico.
Cidades como Aurilândia, Amorinópolis, Aloândia, Moiporá e Córrego do Ouro lideram em proporção de idosos, com um número expressivo de pessoas com 60 anos ou mais. Em contrapartida, municípios em expansão como Chapadão do Céu, Águas Lindas, Valparaíso, Senador Canedo e Cidade Ocidental apresentam uma população predominantemente jovem.
Goiânia, Anápolis e Goianésia se aproximam da média estadual, com cerca de 15% da população formada por idosos. Segundo o superintendente do IBGE em Goiás, Edson Vieira, fatores econômicos influenciam diretamente nesse perfil. “Os municípios que mais atraem pessoas por razões econômicas acabam tendo uma proporção menor de idosos”, explica.
O Censo aponta ainda que 93,2% dos idosos goianos vivem em áreas urbanas, um índice superior à média nacional, que é de 87,4%. Mais de 8,6 mil idosos residem em favelas ou comunidades urbanas, principalmente em Goiânia e na região do Entorno do Distrito Federal. Essa concentração urbana impõe desafios adicionais para o poder público.
Edson Vieira alerta que o envelhecimento da população exige maior atenção às políticas de saúde, mobilidade urbana e assistência social. “Uma parcela considerável dessa população vive em situação de vulnerabilidade, tem menor escolaridade e demanda cuidados específicos, o que pressiona os serviços públicos em todas as esferas”, destaca.
No cenário nacional, o Brasil já tem mais de 32 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, o que representa 15,8% da população. Goiás, com 13,7%, ainda está abaixo da média do país e também das regiões Sul e Sudeste, onde o envelhecimento populacional avança mais rapidamente.
As diferenças regionais indicam a necessidade de políticas públicas personalizadas, que considerem as particularidades de cada município no planejamento de ações voltadas à população idosa.




