Diagnóstico precoce e atenção aos sinais do corpo são essenciais no combate ao câncer de mama

 

Goianésia - Entre 2020 e o primeiro semestre de 2024, quase duas mil mulheres morreram em Goiás por causa do câncer de mama. Dados da Secretaria Estadual de Saúde apontam que, no mesmo período, mais de cinco mil casos da doença foram registrados no estado. Apenas entre janeiro e julho deste ano, 730 novos diagnósticos foram confirmados. A projeção do Ministério da Saúde é alarmante: em 2025, o número de casos pode ultrapassar 76 mil.

Diante dessa realidade, o mês de outubro ganha ainda mais importância com a campanha Outubro Rosa, que reforça a necessidade da prevenção, do diagnóstico precoce e do conhecimento sobre os sintomas e formas de tratamento. A mastologista Vanessa Pinhataro ressalta que a mamografia é o principal exame para detectar precocemente o câncer de mama, e quando o diagnóstico é feito logo no início, as chances de cura chegam a 95%.

A especialista também explica que não há uma causa única para a doença, mas diversos fatores aumentam o risco, como idade, histórico familiar, obesidade, sedentarismo, consumo de álcool, além do uso prolongado de reposição hormonal. Embora homens também possam ser afetados, eles representam apenas 1% dos casos.

Mudanças simples no dia a dia podem ter um papel significativo na prevenção. Práticas como manter uma rotina de exercícios físicos, cuidar da alimentação e evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas são fundamentais. Além disso, o autoconhecimento do corpo é uma ferramenta valiosa. “Olhar no espelho, sentir as mamas durante o banho ou em outro momento confortável pode ajudar a perceber alterações. Vermelhidão, retrações, inchaços, secreções ou nódulos não devem ser ignorados”, orienta Vanessa.

A primeira mamografia deve ser feita entre os 35 e 40 anos. A partir dos 40, o ideal é repetir o exame a cada dois anos, e após os 50, anualmente. Mulheres com histórico familiar da doença devem iniciar o acompanhamento ainda mais cedo, principalmente se o parente de primeiro grau foi diagnosticado antes dos 35 anos.