Produtores goianos adotam soluções biológicas para controlar pragas, reduzir impactos ambientais e ampliar mercados

Goianésia - A produção agrícola em Goiás tem acompanhado uma tendência que cresce em todo o Brasil: a ampliação do uso de biodefensivos no campo. Com consumidores cada vez mais exigentes por alimentos saudáveis e sustentáveis, os produtores goianos apostam em soluções biológicas para o controle de pragas e doenças, conciliando produtividade com menor impacto ambiental.

O engenheiro agrônomo Eduardo Diego destaca que a demanda por produtos orgânicos está ligada não só ao consumidor, mas também à legislação, que exige ausência de resíduos de defensivos químicos para exportação. “O pessoal tem utilizado produtos para controle biológico de doenças, como bacilos e tricoderma. Há também incentivos do governo, além do trabalho de universidades e institutos de pesquisa desenvolvendo novas tecnologias”, explica.

Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Controle Biológico, o setor cresce em média 30% ao ano no país e já movimenta mais de R$ 3 bilhões. Em Goiás, culturas como soja, milho e hortaliças, especialmente no Vale do São Patrício, lideram a adoção de biodefensivos. A iniciativa fortalece o agronegócio local e abre portas para mercados que valorizam práticas sustentáveis.

Eduardo ressalta que a integração entre tecnologia e responsabilidade ambiental representa o futuro do agronegócio: “São bons produtos para o produtor, que entregam alta performance agronômica com baixo impacto ambiental, refletindo em benefícios para o meio ambiente e para quem produz.”

A expectativa é que o avanço do uso de biodefensivos continue, impulsionado por pesquisas e inovação, garantindo maior competitividade para Goiás e alimentos mais saudáveis para os consumidores, reforçando o papel do estado na modernização sustentável do campo.