Especialistas alertam para a importância do rastreamento desde os primeiros sinais

Goianésia- O Transtorno do Espectro Autista (TEA) afeta aproximadamente dois milhões de pessoas no Brasil, segundo estimativas recentes. Entre as crianças, os sinais mais comuns incluem dificuldades na interação social, atraso na fala e comportamentos repetitivos. Por isso, especialistas reforçam que os pais e responsáveis devem estar atentos aos primeiros sintomas desde cedo.

Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o diagnóstico precoce é essencial para o sucesso do tratamento e para garantir melhores condições de vida às crianças. “A recomendação mais importante é o esforço para o diagnóstico precoce e o início imediato das intervenções, independentemente da confirmação definitiva do diagnóstico. As equipes de saúde da atenção primária devem adotar metodologias específicas de rastreamento para o transtorno do espectro autista, identificando qualquer sinal de alteração no desenvolvimento das crianças”, afirmou Padilha.

Estudos indicam que quanto antes o diagnóstico for realizado, maiores são as chances de a criança desenvolver habilidades sociais, cognitivas e de comunicação. O acompanhamento multidisciplinar, que envolve médicos, psicólogos, terapeutas e educadores, é fundamental para garantir autonomia e qualidade de vida na fase adulta.

O ministro também destacou os investimentos do governo federal para qualificação e ampliação do atendimento às pessoas com autismo. “Estamos habilitando 77 serviços de saúde, entre unidades que já existiam e que passam a receber recursos adicionais específicos para o cuidado do transtorno do espectro autista. Esses recursos são de uso livre e podem ser utilizados para contratar profissionais especializados e aprimorar o atendimento”, explicou.