Goianésia- O Transtorno do Espectro Autista (TEA), condição que afeta o desenvolvimento neurológico, tem ganhado cada vez mais atenção no Brasil. Em cidades como Goianésia, escolas e famílias buscam alternativas para promover acolhimento e inclusão de crianças e jovens diagnosticados, reforçando a importância do tema.
A psicopedagoga Daiane Dias destaca a relevância da discussão. “O autismo é um distúrbio do neurodesenvolvimento, caracterizado por um desenvolvimento atípico, déficit na comunicação e interação social, além de padrões comportamentais repetitivos e interesses restritos. O desenvolvimento da linguagem e das habilidades cognitivas pode ser diferente, mas isso não significa que a criança não tenha inteligência. O autismo não é uma doença, e sim uma forma distinta que a pessoa tem de enxergar o mundo”, explica.
Segundo o Censo Demográfico de 2024, realizado pelo IBGE, 2,4 milhões de brasileiros declararam diagnóstico de TEA, o que representa cerca de 1,2% da população. A pesquisa mostra maior prevalência entre meninos, com 1,5%, enquanto entre meninas o percentual é de 0,9%. Entre crianças de 5 a 9 anos, o índice chega a 2,6%, evidenciando a importância da identificação precoce para garantir o acompanhamento adequado.
Daiane reforça a necessidade de políticas públicas específicas para pessoas com autismo. “É fundamental identificar o autismo e divulgar os direitos das pessoas dentro do espectro. Independentemente do grau, o autista é capaz de exercer todos os atos da vida civil, desde que consiga expressar suas vontades. A Lei 13.146/2015, conhecida como Estatuto da Pessoa com Deficiência, assegura esses direitos. Facilitar o acesso à saúde, educação e vida funcional para quem tem autismo é garantir cidadania e inclusão verdadeira na sociedade”, ressalta.




