Proposta visa economizar energia, mas gera dúvidas sobre efeito prático na rotina

Goianésia- Após seis anos fora do calendário nacional, o horário de verão voltou a ser pauta de discussão no setor energético brasileiro. A proposta de retomada foi apresentada pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que encaminhou ao governo federal uma recomendação técnica para reavaliar a medida.

Em Goianésia, a sugestão reacendeu um debate polarizado. Entre os defensores, está Eduardo Gabriel, que valoriza os benefícios do horário para a rotina diária. “Eu gosto do horário de verão porque, com o dia clareando até mais tarde, consigo fazer mais atividades no final da tarde, como caminhadas, e ficar na rua até mais tarde. Prefiro com o horário de verão”, afirma.

Por outro lado, críticos apontam pouco impacto prático e destacam o desconforto causado pela mudança na rotina. O acadêmico Luan Alves explica que é contrário à retomada por acreditar que a economia de energia gerada é mínima. “Sou contra o horário de verão porque acredito que é uma rotina a mais para se adaptar. Além disso, essa hora adiada causa transtorno para quem trabalha cedo e precisa sair em ruas escuras logo pela manhã, o que pode gerar insegurança”, destaca.

Atualmente, o tema está sob análise do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), que avalia dados técnicos e projeções de consumo. Apesar do parecer positivo emitido pelo ONS, a decisão final depende de uma avaliação política mais ampla. Embora o Planalto ainda não tenha se manifestado oficialmente, fontes do setor indicam que uma definição poderá ser anunciada ainda em setembro.