Entre notificações e vídeos, o tempo passa, e a saúde paga a conta

Goianésia- O uso constante de celulares, computadores e tablets tem consumido cada vez mais tempo do dia a dia dos brasileiros. De acordo com estimativas baseadas em dados globais, uma pessoa que vive até os 75 anos poderá passar o equivalente a quase sete anos da vida em frente a telas, não apenas em atividades profissionais, mas também no tempo livre.

No Brasil, a média diária de uso de celular é de 5 horas e 12 minutos, segundo relatórios recentes. Levantamento realizado pela consultoria Nexus também aponta que o tempo gasto com dispositivos eletrônicos em momentos de lazer passou de 1,7 hora para 2 horas por dia. Esses números preocupam especialistas, que alertam para os riscos à saúde física e mental, especialmente entre jovens e crianças.

Para o psicólogo Sidnei Gomes, o uso desregulado das telas pode intensificar quadros de ansiedade e favorecer o isolamento social. “Pessoas ansiosas devem evitar o consumo excessivo de notícias negativas ou a superexposição nas redes. Esse comportamento pode gerar prejuízos emocionais sérios e comprometer o bem-estar psicológico”, afirma.

A psicóloga e psicanalista Danielle Vieira destaca que o uso de redes sociais sem supervisão por parte de crianças e adolescentes pode ter consequências ainda mais graves. “Muitos jovens são expostos a conteúdos violentos ou entram em contato com pessoas mal-intencionadas, que propõem desafios perigosos. Isso representa um risco real à segurança emocional e até à vida dessas crianças. Acompanhamento familiar é indispensável”, reforça.

Especialistas recomendam estratégias simples para controlar o tempo diante das telas: estabelecer horários de uso, fazer pausas frequentes, evitar o uso do celular antes de dormir e desativar notificações em períodos de descanso. A orientação é utilizar a tecnologia como ferramenta, sem permitir que ela comprometa a saúde.