Goianésia - O leite materno é reconhecido como o alimento mais completo para os recém-nascidos, fornecendo todos os nutrientes necessários para um desenvolvimento saudável. Além disso, desempenha papel fundamental no fortalecimento do sistema imunológico da criança, na criação de um vínculo afetivo essencial entre mãe e filho e na redução do risco de doenças tanto na infância quanto na vida adulta.
Para as mães, a amamentação também oferece importantes benefícios. A enfermeira neonatal Aline Alves de Amorim explica que o ato de amamentar contribui para a recuperação pós-parto e diminui as chances de desenvolver câncer de mama e de ovário. “Em questão dos benefícios para o bebê, o leite materno fortalece todo o sistema imunológico, previne infecções, promove crescimento saudável e fortalece o vínculo afetivo com a mãe. Já para a mãe, ajuda na recuperação do pós-parto, reduz o risco de câncer de mama e de ovário, fortalece o vínculo emocional com o bebê, além de trazer um benefício financeiro, pois o leite materno está sempre disponível na quantidade certa, sem gerar custos com fórmulas infantis ou alimentos artificiais. É um benefício mútuo que une saúde, afeto e economia familiar”, destaca.
Especialistas reforçam ainda a importância do apoio familiar e das redes de saúde para que as mães mantenham a amamentação exclusiva até os seis meses de vida do bebê, conforme recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). A enfermeira Aline Alves comenta os principais desafios enfrentados durante o processo: “Os desafios mais comuns que as mães enfrentam durante a amamentação são a dor ou fissuras nos mamilos, dificuldade na pega do bebê, baixa produção de leite e insegurança quanto à alimentação adequada do bebê. A rede de apoio formada por familiares, profissionais de saúde e grupos de mães é essencial para que elas se sintam acolhidas e orientadas. A união dessas estratégias promove o aleitamento materno exclusivo, garantindo saúde e bem-estar para mães e bebês”.
Após os seis meses, os profissionais recomendam a introdução gradual da alimentação complementar, sem interromper a amamentação, que pode ser mantida até os dois anos ou mais, garantindo continuidade aos benefícios para mãe e filho.




