Goianésia- Profissionais com mais de 40 anos vêm conquistando cada vez mais espaço no setor de tecnologia. Em um ambiente que avança rapidamente com o uso da inteligência artificial (IA) e da automação, características como experiência, senso crítico e habilidades de comunicação se tornaram diferenciais altamente valorizados. Além disso, essa faixa etária tem demonstrado forte capacidade de adaptação às inovações tecnológicas e grande potencial para colaborar com equipes mais jovens, inclusive atuando como mentores.
Para o gerente de TI Joubert Fidelix, há razões claras para o crescimento da valorização desses profissionais. “No atual cenário, marcado por mudanças aceleradas e decisões estratégicas, os profissionais acima de 40 anos representam um ponto de equilíbrio. Eles possuem maior maturidade emocional, melhor capacidade de análise de risco e já enfrentaram outras grandes transformações tecnológicas. Por isso, tendem a reagir com menos ansiedade e mais foco na adaptação. Além disso, acumulam competências socioemocionais decisivas para o ambiente atual impulsionado pela IA”, destaca.
Um estudo recente aponta que 78,5% dos trabalhadores com mais de 40 anos estão ativamente buscando atualização profissional, com foco em habilidades voltadas à tecnologia e à comunicação. O dado reforça a disposição dessa geração em continuar aprendendo e acompanhando as demandas do mercado.
Joubert também aconselha os profissionais a se aprofundarem no tema da inteligência artificial. “A IA está transformando profundamente a forma como as empresas operam. Atividades repetitivas estão sendo automatizadas e novas funções estão surgindo. O maior desafio, no entanto, não é técnico, mas cultural. Muitas organizações ainda não sabem exatamente onde a IA pode gerar valor. É uma ferramenta poderosa, mas só traz resultados quando há um plano claro, alinhado aos objetivos do negócio, e uma equipe capacitada para utilizá-la estrategicamente”, explica.
Atualmente, a tecnologia deixou de ser território exclusivo das gerações mais jovens. Profissionais mais maduros têm se mostrado essenciais para agregar estabilidade, visão estratégica e habilidades interpessoais, competências indispensáveis tanto para liderar quanto para inovar em um setor que exige constante transformação.




