Goianésia - Em entrevista exclusiva à RVCFM, o delegado Marco Antônio Maia apresentou detalhes do projeto nacional de combate à manipulação de resultados no futebol brasileiro. O material foi entregue pessoalmente ao presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), em visita realizada na sede da entidade, no Rio de Janeiro.
O projeto visa criar uma articulação entre CBF, federações estaduais, clubes e órgãos públicos, como Ministérios da Justiça e do Esporte, além de prefeituras e secretarias, com ações voltadas à integridade esportiva. Entre as propostas está a criação de canais de denúncia, cursos de formação, núcleos especializados e a adoção de tecnologias para prevenir fraudes.
Um dos pontos mais relevantes do projeto é o uso do reconhecimento facial nos aplicativos de apostas para evitar o acesso de menores de idade e garantir maior transparência nas operações. Segundo Marco Antônio, é essencial que o jogo de apostas seja regulado com responsabilidade: “Queremos que quem jogue tenha certeza de que não está sendo manipulado. O reconhecimento facial é uma das ferramentas para garantir isso.”
O delegado também destacou que a manipulação de resultados não é um problema restrito a clubes de menor expressão. Casos recentes envolvendo jogadores de grandes clubes brasileiros demonstram que a prática tem se alastrado por todo o cenário esportivo. “Achava que era exagero, mas a investigação mostrou que o problema é real e atinge todas as divisões. Há uma cultura de que se pode fraudar e lucrar com isso, o que precisa acabar”, afirmou.
Marco Antônio já havia apresentado o projeto à Secretaria Nacional de Apostas e agora busca, com o apoio da CBF, estruturar um movimento nacional. A proposta prevê começar com as federações estaduais, conscientizando desde a base e unindo forças para proteger o futebol, que segundo ele, é a principal vítima.
Durante a reunião, ele foi recebido com entusiasmo pelo vice-presidente da CBF e por outras lideranças do futebol nacional. O projeto deve ser analisado nos próximos meses e, caso implementado, pode se tornar a maior articulação institucional contra fraudes esportivas no país.
“Não estamos defendendo casas de apostas, estamos defendendo o esporte. A maior vítima dessa corrupção é o futebol, que move milhões de pessoas e que precisa ser preservado”, concluiu.




