Goianésia - O retorno das atividades escolares traz um alerta importante para pais e responsáveis: o aumento da circulação de doenças virais entre as crianças. Com o convívio em ambientes fechados e o contato próximo com colegas, os riscos de transmissão de infecções aumentam significativamente, especialmente entre os pequenos que ainda estão com o sistema imunológico em desenvolvimento.
A médica intensivista pediátrica Quíssila Batista Neiva destaca que o cenário é propício para a disseminação de diversos tipos de vírus. “Na volta às aulas, os casos mais comuns são gastrointestinais, respiratórios, conjuntivite viral e a síndrome mão-pé-boca. Também vemos o aumento de quadros como bronquiolite, crises de asma, infecções de pele e pediculose. Além disso, doenças como gripe e Covid-19 voltam a circular com mais intensidade nesse período”, explica.
Embora a exposição a vírus em ambientes escolares seja praticamente inevitável, a especialista reforça que a prevenção continua sendo a melhor forma de evitar complicações. “Manter o calendário vacinal das crianças e dos adultos atualizado é fundamental. Também é importante ensinar os pequenos a lavar bem as mãos com água e sabão e a usar álcool em gel com frequência. Essas práticas ajudam a reduzir a proliferação dos vírus pelo contato direto”, orienta.
Outro ponto importante, segundo Quíssila, é a ventilação dos ambientes. “Sempre que possível, priorizar espaços abertos ou bem ventilados ajuda a evitar o acúmulo de partículas virais no ar. E, claro, reforçar as boas práticas respiratórias, como cobrir o rosto ao espirrar ou tossir com o braço e higienizar as mãos logo em seguida”, completa.
A especialista faz ainda um alerta importante: ao identificar sintomas como febre, tosse, diarreia, irritações na pele ou olhos vermelhos, a recomendação é não levar a criança para a escola. O acompanhamento médico deve ser imediato, para garantir diagnóstico e tratamento adequados e evitar a propagação de doenças entre os colegas.




