Especialistas alertam para a importância do controle precoce de pragas

Goianésia- A presença do pulgão-do-milho nas lavouras brasileiras tem gerado crescente preocupação entre os produtores. Esse inseto se alimenta da seiva da planta, causando seu enfraquecimento, redução do desenvolvimento e queda na produtividade. Além disso, o pulgão atua como vetor de viroses, agravando ainda mais os danos à cultura. Especialistas alertam que infestações em estágio avançado podem provocar perdas significativas na safra.

A engenheira agrônoma Mariana Dociele explica como a praga atua e os prejuízos que causa. “Os pulgões sugam a seiva da planta para se alimentar, provocando murchamento e amarelecimento das folhas, além de interferir na fotossíntese. Isso ocorre tanto pela redução da síntese de nutrientes quanto pela produção da fumagina, uma substância escura que se acumula nas folhas e prejudica ainda mais a fotossíntese e a formação dos fotossintetizados pela planta. Além disso, o pulgão pode transmitir viroses, como o vírus do mosaico, e favorecer o desenvolvimento de fungos que comprometem ainda mais a saúde da planta”, detalha.

O aumento da infestação está relacionado a fatores como clima seco, ausência de controle biológico natural e falhas no manejo integrado de pragas. Além dos danos diretos, os pulgões excretam uma substância açucarada que estimula o crescimento da fumagina, um fungo que dificulta a fotossíntese e reduz ainda mais o rendimento do milho.

Segundo o agrônomo Douglas Oliveira, a fase mais crítica é o surgimento do pulgão nos estágios iniciais da planta. “Quanto mais cedo a infestação ocorrer, maior será o prejuízo na colheita. É essencial proteger as células-matriz do milho logo no começo do desenvolvimento. O pulgão é um inseto vetor que transmite doenças justamente no momento em que se alimenta”, afirma.

Para evitar perdas, os especialistas recomendam o monitoramento constante das lavouras, o uso racional de inseticidas e a adoção do manejo integrado de pragas. O controle precoce é fundamental para impedir que a praga se espalhe de forma irreversível. Produtores também são incentivados a buscar orientação técnica para aplicar ações mais eficazes.