Desinformação e vergonha ainda impedem muitos brasileiros de tratarem o problema

Goianésia- O mau hálito, ou halitose, atinge cerca de 40% da população brasileira, segundo a Associação Brasileira de Halitose (ABHA). Embora muitas vezes tratado como um tabu, o problema é comum e pode ter diferentes causas, desde má higiene bucal até doenças sistêmicas, como distúrbios gástricos e respiratórios.

A cirurgiã-dentista Carina Cristina explica que a maioria dos casos está diretamente ligada à saúde bucal. “São várias as causas, mas em mais de 90% dos casos, a halitose está relacionada a algum desequilíbrio na boca. Muitas pessoas culpam o estômago, mas, na verdade, a origem costuma ser bacteriana. Inflamações gengivais, sangramentos, acúmulo de pus, perda óssea, presença de cáries, língua saburrosa, próteses mal adaptadas ou restaurações defeituosas são fatores que contribuem para o mau hálito”, esclarece.

Dados da ABHA confirmam: cerca de 90% dos casos têm origem na cavidade bucal, e grande parte pode ser evitada com hábitos simples de higiene, como escovação correta, uso do fio dental e higienização da língua. Apesar disso, muitos brasileiros ainda têm dificuldade em reconhecer o problema ou buscar ajuda profissional.

Carina destaca a importância da prevenção. “Manter bons hábitos de saúde, não apenas bucal, mas geral, faz toda a diferença. Praticar atividade física, ter uma alimentação equilibrada, controlar o estresse, dormir bem e realizar visitas regulares ao dentista são medidas fundamentais. A prevenção é sempre o melhor caminho para evitar a halitose”, afirma.

Especialistas recomendam que, ao identificar alterações persistentes no hálito, a pessoa procure inicialmente um cirurgião-dentista. Caso não haja relação com a saúde bucal, o profissional poderá encaminhar o paciente para investigação médica.