BR-153 lidera o número de vítimas fatais; imprudência segue como principal causa dos acidentes, segundo a PRF

 

Goianésia - O número de mortes nas rodovias federais que cortam o estado de Goiás aumentou 30% no mês de julho deste ano em comparação ao mesmo período de 2024. Segundo balanço da Operação Férias 2025 da Polícia Rodoviária Federal (PRF), foram registradas 21 mortes em acidentes de trânsito, sendo dez delas apenas na BR-153, considerada a mais violenta do estado.

O acidente mais grave do mês aconteceu no dia 16 de julho, quando cinco pessoas morreram em uma colisão envolvendo um ônibus que transportava estudantes da Universidade Federal do Pará (UFPA). O caso ocorreu na BR-153, no trecho norte da rodovia.

De acordo com o inspetor Victor Rustiguel, da PRF em Goiás, diversos fatores contribuem para a alta letalidade na região norte da BR-153. Ele destaca que o trecho é de pista simples e muito movimentado, o que favorece colisões frontais durante ultrapassagens perigosas.

"É uma combinação de fatores. A BR-153 é uma rodovia muito movimentada, inclusive com veículos de carga. O trecho norte é crítico para ultrapassagens proibidas e colisões frontais, que mesmo não sendo maioria, são altamente letais", explica.

O levantamento da PRF também aponta crescimento no número total de acidentes. Foram 210 ocorrências nas BRs em Goiás no mês passado, com 225 pessoas feridas. Em julho de 2024, haviam sido registrados 204 acidentes.

As ultrapassagens indevidas continuam sendo um dos principais problemas, com quase 1.700 infrações registradas no período. Em resposta ao aumento, a PRF intensificou ações de prevenção e fiscalização nas últimas semanas.

Victor Rustiguel reforça que a imprudência ao volante ainda é o principal fator de risco nas estradas: "Os acidentes não acontecem por acaso. Existe sempre um comportamento do condutor por trás disso, seja distração, negligência com as condições do veículo ou mesmo cansaço físico. Atitudes como ultrapassar em local proibido ou abusar da velocidade colocam vidas em risco", alerta.

Além disso, 150 motoristas foram flagrados dirigindo sob efeito de álcool e mais de 500 multas foram aplicadas por falta do uso do cinto de segurança ou de outros dispositivos obrigatórios de retenção.