Prisões ocorreram no Setor Coimbra e na Vila Nova; mais de 40 aparelhos sem procedência foram apreendidos em dois pontos comerciais

Goianésia - Dois empresários foram presos em Goiânia suspeitos de comandar pontos de revenda de celulares furtados. As prisões aconteceram em ações distintas, realizadas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, nos setores Coimbra e Vila Nova. Ao todo, mais de 40 aparelhos eletrônicos foram apreendidos, a maioria sem nota fiscal ou com registro de furto.

No Setor Coimbra, um homem de 35 anos foi detido na terça-feira, 29 de julho, suspeito de vender celulares com origem criminosa. Durante a abordagem no camelódromo onde funciona sua loja de assistência e venda de eletrônicos, os policiais encontraram 24 celulares, dois notebooks, um tablet e diversos equipamentos sem documentação de origem. Entre os itens apreendidos, estavam dois celulares furtados durante um show em Catalão, nos dias 25 e 27 de julho. O suspeito já havia sido investigado anteriormente pelo mesmo tipo de crime e permaneceu em silêncio sobre a procedência dos dispositivos.

O empresário foi autuado por receptação qualificada e conduzido à Central de Flagrantes, onde permanece à disposição da Justiça.

Em outro caso, no Setor Vila Nova, um homem de 45 anos foi preso sob a acusação de comandar uma central de receptação e revenda de smartphones furtados. A investigação teve início após o furto de um celular durante a Romaria do Divino Pai Eterno, em Trindade. A loja do suspeito funcionava como fachada para o comércio ilegal de eletrônicos, adquirindo aparelhos furtados e revendendo-os a preços abaixo do mercado.

Durante a operação, os policiais apreenderam 16 celulares, dos quais três já tinham registro de furto, enquanto os demais apresentavam procedência duvidosa. O empresário, que possui 18 passagens por receptação, também foi encontrado com R$ 954 em espécie, valor que seria proveniente da venda dos aparelhos.

Ambos os casos reforçam o alerta das autoridades sobre a importância de exigir nota fiscal ao comprar celulares usados e denunciar estabelecimentos suspeitos. A Polícia Civil segue investigando os envolvidos e a possível conexão com outras redes de receptação na capital.