Goianésia - A inteligência artificial deve provocar uma grande transformação no mercado de trabalho nos próximos anos. Segundo o Fórum Econômico Mundial, até 2030 cerca de 40% das funções existentes hoje podem desaparecer. O relatório estima que 92 milhões de empregos serão extintos, mas outros 170 milhões devem ser criados, exigindo novos perfis profissionais e maior qualificação técnica.
Embora o impacto seja mais forte nos países desenvolvidos, economias emergentes como o Brasil também sentirão os efeitos dessa mudança. Para a especialista em gestão de pessoas Rosa Bernhoeft, as funções mais afetadas serão aquelas com tarefas repetitivas e automatizadas.
“As profissões que vão desaparecer são todas aquelas que possam ser programáveis, repetitivas, de processos. Tudo que for muito prático e processual estará, sem dúvida nenhuma, mais sujeito à substituição pela inteligência artificial, porque são tarefas que podem ser programadas”, explica.
Por outro lado, Rosa destaca que haverá valorização de carreiras que exigem criatividade, tomada de decisão, cuidado com pessoas e foco em sustentabilidade. “As áreas emergentes estão ligadas à tecnologia, como engenharia de dados, especialistas em energia solar, além de setores como sustentabilidade e saúde. Também crescem as profissões que demandam criatividade estratégica, capazes de usar a inteligência artificial como aliada no desenvolvimento de projetos e soluções.”
A especialista reforça que quem está no mercado de trabalho precisa se adaptar à nova realidade. Mais do que temer a substituição, ela defende a visão da inteligência artificial como uma aliada. “É essencial se qualificar, mas entender que a IA vem para facilitar processos. Ela deve ser vista como uma ferramenta de apoio, e não como uma ameaça”, conclui.
A revolução tecnológica já está em curso, e a preparação profissional será o diferencial entre os que serão substituídos e os que estarão à frente dessa nova era.




