Goianésia- As doenças respiratórias crônicas, como asma, bronquite e DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica), estão entre as principais causas de morte no Brasil, sendo responsáveis por mais de 60 mil óbitos anuais, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Embora muitas vezes silenciosas no início, essas enfermidades impactam profundamente a qualidade de vida dos pacientes e sobrecarregam os sistemas de saúde com internações frequentes e atendimentos de emergência.
Segundo o médico pneumologista Ricardo Amorim, o número de brasileiros afetados é expressivo. “Temos no país mais de 20 milhões de pessoas com asma, cerca de 16 milhões com DPOC, enfisema e bronquite crônica, além de aproximadamente 6 milhões com outras doenças respiratórias, como bronquiectasia, fibrose pulmonar e hipertensão pulmonar. Essas enfermidades costumam ter início de forma lenta e silenciosa, por isso o conhecimento dos sintomas iniciais é fundamental para garantir um diagnóstico precoce”, destaca.
Entre os principais fatores que contribuem para o desenvolvimento e agravamento dessas doenças estão o tabagismo, a exposição à poluição e à fumaça, bem como a falta de acompanhamento médico regular. Em períodos de clima seco e temperaturas mais baixas, como os vividos durante o inverno, os sintomas tendem a se intensificar, exigindo mais cuidado da população.
A pneumologista Carla Nara alerta para o risco crescente do uso de cigarros eletrônicos. “Em 2025, uma meta-análise publicada confirmou que os dispositivos eletrônicos para fumar causam enfisema e DPOC. Já sabíamos que eles agravavam quadros de asma em adolescentes e aumentavam o risco de doenças cardiovasculares, como infarto e AVC, ocorrendo precocemente, por volta dos 40 anos, uma faixa etária onde isso não era comum”, explica.
Especialistas reforçam a importância da prevenção: evitar ambientes com fumaça, manter uma boa hidratação e procurar atendimento médico ao primeiro sinal de alerta, como falta de ar, tosse persistente ou chiado no peito. O controle dessas doenças depende de ações individuais e do fortalecimento das políticas públicas de saúde.




