Mesmo com crescimento da economia local, setores como construção civil, tecnologia e indústria enfrentam dificuldades para preencher vagas técnicas e operacionais

 

 

Goianésia - Apesar do avanço no setor produtivo e da crescente oferta de empregos, Goianésia e cidades vizinhas, como Barro Alto, vivem um cenário preocupante: a escassez de mão de obra qualificada. Empresários relatam dificuldades crescentes para contratar profissionais com formação técnica ou experiência prática, especialmente nas áreas da construção civil, tecnologia, indústria e comércio.

Segundo o gestor empresarial Manoel Messias, que atua na prestação de serviços para centenas de empresas da região, a demanda por trabalhadores em funções operacionais e técnicas tem superado a oferta disponível. “Há uma carência enorme de profissionais como mecânicos, eletricistas, borracheiros, padeiros e açougueiros, desde especialistas até auxiliares. Muitos cargos ficam vagos por semanas ou até meses por falta de pessoas interessadas ou qualificadas para ocupá-los”, afirma.

A consequência imediata, segundo ele, é a elevação dos salários e o recrutamento de trabalhadores de outras regiões. “Se as pessoas de Goianésia não começarem a observar as oportunidades que existem aqui, outros virão de fora e ocuparão esses cargos com salários cada vez melhores”, alerta.

Além da indústria, o setor comercial também começa a sentir os efeitos da falta de profissionais capacitados. “Está faltando gente na área de vendas, pessoas que se comuniquem bem, que saibam apresentar produtos. Isso já está limitando o crescimento de muitas empresas”, destaca o gestor.

Apesar da carência, oportunidades de qualificação existem, muitas vezes de forma gratuita. Messias destaca que diversas instituições locais oferecem cursos voltados para o mercado regional. “A usina Jales Fazenda, o Sindicato Rural e o Cotec, por exemplo, oferecem capacitações técnicas, inclusive com ajuda de custo. O problema é que muitas dessas turmas não fecham por falta de inscritos.”

Especialistas apontam que ampliar a qualificação profissional é o principal desafio para alinhar a força de trabalho à demanda do mercado. Parcerias entre empresas e instituições de ensino técnico têm sido fundamentais para reduzir esse déficit e evitar que o crescimento econômico da região seja travado pela falta de profissionais preparados.