Goianésia - O número de homicídios em Goiás caiu 52,1% nos últimos seis anos, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). O levantamento aponta uma queda contínua nas mortes violentas intencionais no estado desde 2019.
O delegado da Polícia Civil, Marco Antônio Maia, analisou os dados e destacou o desempenho de Goiás em relação ao restante do país: “O Fórum Brasileiro de Segurança Pública lançou o Anuário de 2025, com análise dos índices de criminalidade no Brasil em 2024. Vimos avanços expressivos em várias regiões, com redução drástica nos homicídios, queda entre 4% e 5% na maioria dos estados. No Nordeste, ainda há registros de aumento, mas, no geral, as mortes violentas caíram.”
Segundo o delegado, Goiás figura como a nona melhor segurança pública do país. “Ainda não somos os primeiros, temos gargalos a resolver. Reconhecer isso é fundamental para avançarmos”, afirmou.
No recorte por 100 mil habitantes, a taxa de homicídios em Goiás no ano passado foi de 18,8, pela primeira vez abaixo da média nacional, que ficou em 20,8.
Apesar dos avanços, Marco Antônio Maia alertou para o crescimento dos crimes digitais, em especial o estelionato virtual: “Ficou clara a migração dos crimes patrimoniais, como furto e roubo, para o estelionato digital. Infelizmente, o Brasil bateu novo recorde, com mais de 2 milhões de ocorrências. A perda financeira é enorme, cerca de R$ 25 bilhões por ano, e poucas prisões ocorrem. Nossa polícia ainda está focada em crimes tradicionais e precisa evoluir na área digital.”
O delegado também expressou preocupação com o aumento dos feminicídios no país. Mesmo com a queda geral nos homicídios, os feminicídios cresceram 1,9% em 2024, o que acende um alerta para ações mais efetivas de prevenção e proteção.
Nas capitais, Goiânia aparece como a sexta mais segura do Brasil. A taxa de homicídios na cidade foi de 14,9 por 100 mil habitantes, abaixo da média das capitais, que foi de 20,4. A capital goiana ficou atrás de São Paulo (7,9), Florianópolis (10,4), Cuiabá (14,5) e Porto Alegre (14,7).




