Setor já movimentou R$ 140 bilhões em 2025 no país

Goianésia - A busca por consórcios cresceu 50% em Goiás de 2024 para 2025, de acordo com dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC). O principal motivo apontado é a ausência de juros, o que torna a modalidade uma alternativa mais econômica em comparação ao financiamento tradicional.

Segundo Leonardo Damasceno, gerente digital de uma cooperativa de crédito, essa é a diferença mais significativa entre as duas formas de aquisição:“No financiamento há cobrança de juros, e dependendo da condição financeira, o cliente pode acabar pagando o valor de até três bens ao final do contrato. Já no consórcio, o que existe é uma taxa de administração, que é diluída ao longo do prazo total do grupo, seja em 60, 72 ou até 240 meses, o que torna o compromisso financeiro mais leve para o cliente”, explica.

As cartas de consórcio mais procuradas continuam sendo para automóveis e imóveis, mas o setor também vem ganhando espaço em serviços, como cirurgias plásticas, evidenciando a ampliação do perfil dos consorciados.

“Hoje as maiores buscas são por carros, casas, motos e até procedimentos estéticos. Com a taxa Selic alta, já batendo os 15%, muita gente tem buscado o consórcio como forma de escapar dos juros elevados e ainda realizar um sonho, como trocar de carro ou adquirir um imóvel”, destaca Damasceno.

O consórcio tem se consolidado como alternativa segura e planejada para quem não tem pressa na aquisição do bem, mas quer economizar a longo prazo. De acordo com a ABAC, em abril de 2025 já existiam 11,5 milhões de consórcios ativos no Brasil. Nos primeiros quatro meses do ano, mais de 600 mil pessoas foram contempladas, movimentando um volume de negócios que ultrapassa os R$ 140 bilhões.