Enquanto a produção sofre com o frio e o clima instável, a alta procura pelo novo doce da estação impulsiona as vendas e contribui para a valorização do morango nos mercados

Goianésia - O morango, fruta símbolo do romance e da doçura, está amargando um aumento considerável de preço neste mês. Na Central de Abastecimento de Goiás (Ceasa-GO), a caixa com quatro bandejas da fruta é vendida entre R$ 35 e R$ 40. Já no varejo, o mesmo volume pode chegar a R$ 50. As bandejas individuais estão sendo comercializadas por valores que variam de R$ 10 a R$ 20 praticamente o dobro do que era registrado há poucas semanas.

Segundo o Gerente Técnico da Ceasa-GO, Josué Lopes, o principal motivo da alta é a sazonalidade da produção, que nesta época do ano sofre com as temperaturas mais baixas e os impactos das mudanças climáticas. “O fator é zonal mesmo, esse período do ano, em função do tempo mais frio, retrai a produtividade e afeta a oferta no mercado. O preço é regulado pela lei da oferta e procura”, explica.

Apesar da alta, o consumo da fruta continua aquecido, graças a uma nova tendência nas redes sociais e nas confeitarias: o Morango do Amor. A guloseima é uma releitura criativa da tradicional Maçã do Amor, com morangos envolvidos em brigadeiro de leite ninho e cobertos por uma calda cristalizada vermelha.

Mauro Sérgio, proprietário de uma frutaria em Goianésia, conta que viu o preço da caixa subir de R$ 25 para R$ 35 de um dia para o outro. Ainda assim, não faltam clientes. “O pessoal está procurando muito por causa do doce. Nessa última semana, as vendas aumentaram de 25% a 30%, praticamente da noite para o dia”, afirma.

O sucesso dos Morangos do Amor também virou oportunidade de renda para empreendedores locais. A goianesiense Patrícia Silva conta que sua mãe, doceira, está lucrando com a produção do doce. “Mesmo vendendo a R$ 10 a unidade, o lucro é de 100%. Apesar do morango estar caro, ainda é um produto que compensa para quem trabalha com confeitaria”, diz.

A Ceasa-GO alerta que a combinação de demanda aquecida com baixa oferta pode manter os preços elevados nas próximas semanas. A recomendação é que os consumidores fiquem atentos às variações e, quando possível, aproveitem promoções em feiras e mercados locais.