Venda ilegal de medicamentos cresce pela internet; automedicação e produtos sem comprovação científica podem agravar doenças e causar sérios danos à saúde

Goianésia - A busca por soluções rápidas e milagrosas para problemas de saúde tem levado muitas pessoas a recorrerem a medicamentos falsificados e produtos sem comprovação científica. Seja para emagrecimento, aumento de disposição ou tratamento de doenças crônicas, essas alternativas representam um risco real à saúde e podem agravar ainda mais a condição de quem, na esperança de encontrar uma cura rápida, se deixa seduzir por promessas sem respaldo médico.

O médico Luiz André alerta para os perigos da automedicação e do uso de produtos sem orientação adequada. Ele explica: "A automedicação, sem informações corretas, pode trazer efeitos colaterais graves, piorando ainda mais o quadro do paciente e retardando o tratamento adequado."

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 10% dos medicamentos vendidos globalmente em países de baixa e média renda são falsificados ou de qualidade inferior. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alerta para o crescente aumento da comercialização ilegal de medicamentos, especialmente pela internet, onde anúncios de resultados "milagrosos" sem prescrição ou registro estão se tornando cada vez mais comuns.

Luiz André também destaca a necessidade de vigilância quanto às empresas que manipulam medicamentos sem as devidas autorizações. “O risco de comprar remédios em locais não regulamentados é grande, pois a fabricação de substâncias sem controle de qualidade pode resultar em medicamentos ineficazes ou até prejudiciais à saúde", afirma o especialista.

Cuidados ao adquirir medicamentos

Especialistas recomendam que o consumidor evite a automedicação e só adquira medicamentos em farmácias regulamentadas, exigindo sempre a nota fiscal. A Anvisa também orienta que qualquer compra de medicamentos seja feita com cautela, especialmente em sites não oficiais.