Goianésia - Goiás volta a brilhar no cenário internacional da música. A harpista goiana Aline Araújo representa o estado mais uma vez no Rio Harp Festival um dos maiores encontros de harpistas do mundo, realizado no Rio de Janeiro.
Esta é a quarta participação de Aline no evento, que já contou com sua presença nas edições de 2016, 2017, 2024 e agora, em 2025. A harpista se apresenta nos dias 21 e 22 de julho, trazendo um repertório cuidadosamente preparado para a ocasião.
Para Aline, fazer parte do festival tem um significado especial, já que é o único no Brasil inteiramente dedicado à harpa. “São artistas do mundo inteiro da China, da África, Alemanha, Estados Unidos, Europa. Então, pra mim, é um imenso privilégio. O festival, dirigido por Sérgio da Costa Luna, está completando 20 anos este ano e é reconhecido mundialmente. Eles escolhem lugares históricos e amados para as apresentações. É algo realmente belíssimo”, conta.
Aline Araújo tem uma carreira marcada pelo pioneirismo. Foi a primeira mulher a ocupar o posto de harpista na Orquestra Sinfônica do Estado de Goiás e também integrou a Orquestra Sinfônica Jovem de Goiás.
A paixão pela música começou ainda na infância, aos três anos, quando começou a cantar, incentivada pela mãe, Sara Araújo, cantora que já dividiu o palco com nomes como Elis Regina. A escolha da harpa veio após Aline assistir a uma apresentação de dois irmãos harpistas na cidade de Jaraguá. Ela é formada em piano erudito pela Universidade Federal de Goiás, onde atualmente também estuda canto erudito, além de cursar licenciatura em música.
Para esta edição comemorativa do festival, Aline preparou um repertório especial que promete emocionar o público. “Neste meu quarto ano no festival, incluí compositores goianos. A apresentação terá dois blocos: o primeiro com harpa e violino, com obras clássicas; e o segundo, com harpa e voz, ao lado da minha mãe, Sara Araújo, em um duo com músicas de raiz e gospel”.
O Rio Harp Festival chega à sua 20ª edição em 2025, reunindo cerca de 150 músicos, entre instrumentistas e grupos vocais de diversos continentes. O evento reafirma o Brasil como um dos polos internacionais da harpa e celebra a diversidade sonora do instrumento com apresentações gratuitas em pontos históricos e culturais do Rio de Janeiro.




