Cobertura vacinal infantil está abaixo da meta em todo o país; em Goiás, índice chega a apenas 75% entre menores de 1 ano

Goianésia - O Brasil voltou a figurar entre os países com menor cobertura vacinal infantil, de acordo com um relatório recente do Unicef e da Organização Mundial da Saúde (OMS). O documento aponta que o país apresenta níveis preocupantes de imunização em vacinas essenciais como poliomielite, sarampo e DTP (difteria, tétano e coqueluche), ficando abaixo das metas internacionais e reacendendo o alerta para o risco de reintrodução de doenças já controladas.

A goianesiense Ana Carolina, mãe de duas crianças, afirma que sempre prioriza manter as vacinas dos filhos em dia: “No geral, todas as vacinas são importantíssimas. Meus filhos de dois e três anos não tiveram nenhuma reação, pelo contrário, ficaram super tranquilos. E eu recomendo vacinação para pais, para idosos, para crianças”.

Em Goiás, a situação também preocupa. Dados da Secretaria Estadual de Saúde mostram que, em 2024, a cobertura vacinal entre crianças menores de 1 ano ficou em torno de 75%, quando o ideal, segundo o Ministério da Saúde, seria de pelo menos 95%.

A coordenadora de vigilância epidemiológica de Goianésia, Juliana Amador, reforça a importância da imunização e lembra que o município conta com quatro salas de vacina ativas: “A vacinação é a melhor forma de prevenção, principalmente nesses períodos de maior circulação de vírus. Você que faz parte de um dos grupos prioritários pode procurar nossas salas. Temos a do Arturo Bermúdez, no centro; Maria Piedade, no Vera Cruz; Pedro Miguel, no Nova Aurora; e a Valdelícia, no bairro Amigo. A equipe é pequena, mas está pronta para atender com muito carinho.”

A Secretaria Municipal de Saúde também reforça que todas as doses do calendário infantil estão disponíveis durante a semana, com profissionais preparados para orientar os pais e responsáveis sobre a caderneta vacinal. A baixa procura tem sido atribuída à desinformação, fake news e falta de engajamento, fatores que especialistas alertam como determinantes para o retrocesso nos índices de vacinação.