Queda da umidade relativa do ar pode causar problemas respiratórios e exige cuidados redobrados durante o inverno

Goianésia - Apesar do clima ameno característico do inverno, Goianésia enfrenta níveis de umidade relativa do ar que variam entre 25% e 40% durante as tardes, bem abaixo do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é acima de 50%. Essa queda pode provocar ressecamento da pele e das vias respiratórias, além de aumentar o risco de problemas de saúde.

O gerente do Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás, André Amorim, alerta que a região deve passar de um nível de atenção para um nível de alerta em relação à umidade do ar. Segundo ele, o período seco traz temperaturas mais elevadas durante o dia e uma queda acentuada à noite, preparando o cenário para a chegada do frio mais intenso entre julho e agosto.

A médica pneumologista Daniela Campos reforça a necessidade dos cuidados específicos para evitar complicações respiratórias. “É fundamental lavar os olhos e o nariz com soro fisiológico para evitar irritações e ressecamento. Respirar pela boca, especialmente em ambientes secos, piora as condições das vias aéreas, deixando o pulmão mais suscetível a infecções”, explica.

Além do uso de umidificadores e hidratação constante, Daniela recomenda atenção especial à alimentação. Frutas, legumes e hortaliças fortalecem o sistema imunológico, ajudando o organismo a enfrentar o período seco e minimizar os efeitos negativos do clima.

Manter-se bem hidratado, evitar ambientes muito secos e adotar esses cuidados pode reduzir o impacto da baixa umidade na saúde da população goianesiense durante o inverno.