Goianésia- O planeta registrou, em junho de 2025, o terceiro mês de junho mais quente de toda a série histórica, segundo dados preliminares de centros meteorológicos internacionais. As temperaturas ficaram acima da média em diversas regiões do globo, refletindo os efeitos agravados das mudanças climáticas e a forte atuação do fenômeno El Niño, que elevou ainda mais os termômetros inclusive no Brasil.
O calor fora de época chamou atenção em várias capitais brasileiras, que enfrentaram temperaturas atípicas para o inverno, enquanto no Hemisfério Norte, países da Europa, da Ásia e da América do Norte quebraram recordes históricos. A combinação entre eventos climáticos extremos, como secas prolongadas, enchentes e ondas de calor, acendeu um novo alerta entre cientistas e autoridades.
O professor Francisco Aquino, especialista em meteorologia, destaca que o impacto climático atual é resultado de um cenário sem precedentes, agravado pelo El Niño: “Tivemos ondas de calor, mega incêndios, estiagens e chuvas extremas em todos os meses de 2023 e em todos os continentes. A combinação desses eventos com o El Niño, especialmente na América do Sul, resultou na estiagem mais severa já observada na Amazônia, ondas de calor em pleno inverno e inundações com precipitações intensas na Região Sul do Brasil”.
A intensidade dos fenômenos climáticos reforça a urgência de ações concretas. Para o professor, é indispensável que o Brasil adote políticas públicas voltadas à mitigação da crise climática: “Precisamos reduzir drasticamente as emissões de CO₂ e metano, fazer a transição energética, combater o desmatamento e restaurar áreas degradadas. É essencial promover o uso de energias renováveis e aumentar a eficiência energética. Essas ações são fundamentais para aumentar a resiliência do país diante da crise climática”, defende.
Os especialistas alertam que, sem medidas globais mais efetivas para conter o aquecimento da terra, episódios de calor extremo tendem a se tornar mais frequentes, duradouros e severos nos próximos anos. Além do desconforto, o calor intenso traz riscos à saúde pública especialmente para crianças e idosos, aumenta o consumo de energia, sobrecarrega o sistema elétrico e afeta diretamente a produção agrícola.




