Goianésia - As exportações brasileiras de carne de frango caíram 21,2% em junho, totalizando pouco mais de 343 mil toneladas, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). A queda foi provocada pelos embargos adotados por diversos países após a confirmação de um caso de gripe aviária em uma granja no Rio Grande do Sul.
Apesar de o Brasil manter o status de país livre da doença e de algumas nações já terem retomado parcialmente as compras, importantes mercados, como a China, ainda impõem restrições. A receita com as exportações também recuou: uma queda de 19,6%, com faturamento de 637 milhões de dólares no mês.
Em contrapartida, o cenário em Goiás foi mais positivo. Segundo o especialista do Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (IFAG), Marcelo Penha, o estado registrou crescimento nas exportações no primeiro semestre, mesmo com os impactos do episódio nacional.
“Essa queda foi em nível nacional, mas em Goiás o comportamento foi diferente. Tivemos um crescimento de 11,1% nas exportações de janeiro a junho. Isso fez com que o impacto por aqui fosse menor, embora também tenhamos sentido reflexos do caso no Rio Grande do Sul”, explicou Penha.
O especialista acredita que o mercado internacional deve se estabilizar nas próximas semanas, com a retomada gradual de compras por parte dos países que suspenderam temporariamente as importações. Ele também prevê uma leve elevação no preço da carne de frango para o consumidor final.
“A partir do fim de julho e ao longo de agosto, esperamos que as condições normais se restabeleçam. Com o equilíbrio entre produção e consumo, a exportação deve seguir forte, e isso deve refletir em um pequeno aumento nos preços no varejo”, destacou.
Apesar da forte retração em junho, o balanço do primeiro semestre de 2025 ainda é positivo. O volume total exportado no período chegou a 2,6 milhões de toneladas, um crescimento de 0,5% em relação ao mesmo período de 2024. Já a receita subiu 5%, ultrapassando os 4,8 bilhões de dólares. Entre os países que ampliaram suas compras estão a União Europeia, as Filipinas e o México.




