Secretária Fátima Gavioli detalha os resultados, metas e projetos da SEDUC-GO, além de comentar sobre greves, desafios regionais e possibilidade de entrar na política

Goianésia - Em entrevista exclusiva à RVCFM, a secretária de Estado da Educação de Goiás, professora Fátima Gavioli, fez um balanço da pasta e ressaltou os avanços expressivos na aprendizagem dos alunos da rede pública estadual. Segundo ela, os indicadores positivos são resultado de um esforço contínuo da gestão estadual, com investimentos em infraestrutura, tecnologia, valorização dos profissionais e inovação pedagógica.

“Goiás tem uma boa marca de aprendizagem, que se mede através das avaliações externas e internas. Sempre tivemos uma boa proficiência, mas nos últimos anos conseguimos avançar ainda mais. Quando cheguei aqui, o nosso índice era de 3,9. Hoje, estamos em 4,8. E isso com uma pandemia no meio do caminho. Se não fosse a pandemia, acredito que já poderíamos estar com 5,5”, destacou a secretária.

A régua de proficiência vai até 10, e segundo Fátima, o objetivo para este ano é ainda mais ousado: alcançar a marca de 5,1. “Estamos sempre buscando melhorar. Enviamos computadores para as escolas, reformamos unidades, adquirimos Chrome books para os alunos, mantemos os salários dos professores em dia e implementamos projetos que fazem a diferença dentro da sala de aula”, afirmou.

O primeiro semestre letivo de 2025 foi marcado por entregas importantes da Secretaria de Educação. Fátima enfatiza o comprometimento do governador Ronaldo Caiado, reeleito para um segundo mandato. “O governador costuma dizer: ‘Quero tomar café quente até o último minuto desse mandato’. E é isso que estamos fazendo. Este semestre parece mais início de mandato do que continuidade. Inauguramos o Agro Colégio, em parceria com a Emater, com foco no agronegócio. Os alunos permanecem internos por 30 dias e saem formados como técnicos em agropecuária”, explicou.

Além do Agro Colégio, o governo também inaugurou o CEPI do Esporte, voltado para jovens atletas, e implementou o programa Go English, com o objetivo de proporcionar acesso ao ensino de inglês de qualidade aos estudantes da rede pública. “Firmamos uma parceria com a Universidade de Cambridge. Estamos formando estudantes para que possam sair do ensino médio falando inglês. Já estive em eventos onde vi alunos se comunicando fluentemente”, relatou.

Outro avanço significativo foi na educação profissional. “Em 2019, tínhamos cerca de 300 alunos na educação profissional. Hoje, temos quase 20 mil. Esse aluno, se estiver em um curso integral, já sai formado e pronto para o mercado”, apontou a secretária.

Fátima Gavioli também comentou sobre as recentes movimentações de greve e a postura do governo estadual em relação ao diálogo com os profissionais da educação. “A luta pode estar nas ruas com os 30% que vão para a greve, enquanto 70% permanecem em casa. Mas também pode ser feita com diálogo. É possível sentar, conversar e pedir para ver as contas. Não somos um governo de portas fechadas”, declarou.

Ela reforçou que a valorização do educador é uma prioridade. “Investimos na formação, garantimos estrutura e mantemos o salário em dia. Essa valorização tem impacto direto na qualidade do ensino”, completou.

Ao falar sobre Goianésia, Fátima lembrou com carinho das lideranças locais e dos desafios regionais. “Fui muito feliz em Goianésia. Tive a Gislene Fonseca comigo, depois ela se elegeu vereadora, e a Larissa assumiu a coordenação regional mantendo a qualidade do trabalho. A cidade, assim como o Brasil, vive uma diminuição do número de alunos. Não temos crescimento populacional, mas há uma escola que precisa ser reconstruída. Só falta um terreno próximo da atual, para facilitar o remanejamento dos estudantes.” Ela ainda destacou que há ações da SEDUC em todos os municípios da regional.

Questionada sobre uma possível candidatura nas eleições do próximo ano, Fátima foi direta: “Esse governador me deu autonomia e condições de fazer gestão na SEDUC. Não tem como eu negar nada para ele. Essa história de que serei candidata até me incomoda um pouco, porque como secretária, eu falo muitos ‘nãos’. Se eu ganhar uma eleição, será porque realmente mudaram a forma de fazer política. Meu jeito não é de alguém que é pré-candidata”, finalizou Fátima,