Goianésia- Nesta terça-feira (08/07), uma operação de grande escala da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), resultou na prisão de mais de 40 pessoas envolvidas em uma rede de tráfico de drogas que importava entorpecentes de países vizinhos para o Brasil. Até o momento, 35 pessoas foram presas no Distrito Federal, nove em Rondônia e duas em Goiás, embora os nomes dos suspeitos não tenham sido divulgados.
A ação contou com a expedição de 127 mandados, entre prisões e buscas, e resultou na apreensão de veículos, uma moto aquática, cerca de R$ 100 mil em dinheiro, além de armas e drogas. Segundo as investigações, a droga, que incluía cocaína e skunk, era trazida da Colômbia, Bolívia e Peru, entrando no país principalmente por Rondônia e Acre, passando por Goiás antes de chegar ao Distrito Federal.
De acordo com o delegado Luiz Henrique Sampaio, responsável pela investigação, o transporte das drogas era feito em caminhões que levavam os entorpecentes até carros menores equipados com compartimentos secretos, além do uso de caminhões cegonhas para despistar a fiscalização. A organização criminosa funcionava com centros estratégicos em diferentes estados: Rondônia como centro de fornecimento, Goiânia como polo de transporte e o Distrito Federal como ponto principal de distribuição, do atacado ao varejo.
A operação, batizada de “Irmãos”, ocorreu em várias cidades dos três estados: no Distrito Federal, especialmente na região de Samambaia; em Goiás, nas cidades de Santo Antônio do Descoberto, Águas Lindas, Goiânia, Aparecida de Goiânia e Senador Canedo; e em Rondônia, nas cidades de Porto Velho, Guajará-Mirim e Nova Mamoré. Estima-se que o esquema criminoso movimentava cerca de R$ 20 milhões ao ano com a venda dos entorpecentes.
Para cumprir os mandados, cerca de 240 policiais atuaram no Distrito Federal, com o apoio da Coordenação de Repressão às Drogas da PCDF e colaboração das polícias civis de Rondônia e Goiás, além de diversos setores especializados da PCDF, como a Divisão de Operações Especiais, o setor de Cinofilia, a Divisão de Operações Aéreas e departamentos de combate à corrupção e ao crime organizado. A operação também contou com o suporte da 3ª Promotoria de Justiça de Entorpecentes do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).




