Goianésia - A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) iniciou oficialmente o período de vazio sanitário da soja em todo o estado de Goiás. Até o dia 24 de setembro, está proibido o cultivo e a manutenção de plantas vivas de soja, incluindo as chamadas tigueras — aquelas que nascem espontaneamente após a colheita. A medida é uma das principais estratégias para o controle da ferrugem asiática, considerada uma das doenças mais severas que afetam a cultura da soja no país.
De acordo com o engenheiro agrônomo Vilmar Júnior, do Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (IFAG), o impacto da doença pode ser devastador. “Quando ela vem com grande intensidade, pode gerar até perda total em alguns casos. Uma perda de 70% da produção já é esperada quando há infestação. Não se deve realizar nenhum cultivo de soja nesse período, porque isso pode ser prejudicial para o próprio produtor, ao manter o fungo ativo para a próxima safra”, alerta.
O estado de Goiás é o terceiro maior produtor de soja do Brasil, atrás apenas de Mato Grosso e Paraná, e tem papel fundamental na economia agrícola nacional e nas exportações. Por isso, o cumprimento do vazio sanitário é considerado essencial para manter a produtividade e a qualidade da safra futura.
A Agrodefesa é a responsável pela fiscalização nas propriedades rurais durante o período. O gerente de sanidade vegetal do órgão, Leonardo Macedo, explica que a verificação será feita tanto presencialmente quanto com o uso de tecnologia: “Durante o período de vazio sanitário, nossos fiscais estaduais vão até as lavouras para verificar se há plântulas vivas ou remanescentes de soja, e isso também pode ser feito com imagens de satélite.”
O descumprimento das regras pode resultar em multas e outras penalidades previstas na legislação estadual. A partir de 25 de setembro, o plantio da soja estará novamente autorizado em Goiás, dando início ao calendário oficial da nova safra.




