Goianésia - A Cigarrinha-do-milho tem se tornado uma das maiores ameaças para a agricultura, com impactos que podem reduzir a produtividade das lavouras em até 70%. Esse pequeno inseto, transmissor de doenças como os enfezamentos e viroses, tem gerado grande preocupação entre produtores e especialistas do setor agrícola, principalmente em períodos de clima quente e seco, quando o inseto tende a se proliferar.
O agrônomo Anair Macedo alerta que, se não controlada, a cigarrinha pode causar danos severos às plantações, comprometendo tanto a qualidade quanto a quantidade da produção. “A presença dessa praga nas lavouras pode reduzir significativamente a produtividade, afetando não só o milho, mas também outras culturas que podem ser hospedeiras do inseto. O controle eficaz é crucial para evitar danos irreversíveis”, destaca Anair.
De acordo com dados da Embrapa Milho e Sorgo, o impacto econômico da cigarrinha-do-milho pode ultrapassar R$ 10 bilhões por safra, caso as medidas de controle não sejam adotadas corretamente. As principais recomendações para o manejo da praga incluem monitoramento constante das lavouras, uso de sementes resistentes, controle químico quando necessário e a eliminação do milho tiguera, que serve de abrigo para o inseto.
A agrônoma Maira Silva também reforça a necessidade de cuidados redobrados durante o período da entressafra, quando os focos da cigarrinha costumam se intensificar. “Durante esse período, a praga se torna mais agressiva. Por isso, os produtores precisam estar ainda mais atentos, implementando estratégias de controle antecipado para evitar danos maiores nas safras seguintes”, alerta Maira.
Embora a cigarrinha-do-milho tenha menos de cinco milímetros, seu potencial destrutivo é imenso. O custo de produção tem aumentado devido ao controle da praga, ameaçando a sustentabilidade das lavouras e a rentabilidade dos produtores. O inseto não só afeta a quantidade do milho, mas também pode prejudicar a qualidade do grão, tornando-o menos comercializável.
Especialistas afirmam que o combate à cigarrinha deve ser feito de forma coordenada, envolvendo produtores, técnicos e instituições de pesquisa. A cooperação entre esses agentes é fundamental para proteger a produtividade e garantir a rentabilidade da cultura do milho, um dos principais pilares da agricultura nacional.




