Goianésia - Com o crescimento das transações online e o uso cada vez mais frequente de aplicativos financeiros, os celulares se tornaram alvos prioritários de criminosos digitais. Especialistas em segurança da informação alertam que dispositivos sem proteção adequada funcionam como verdadeiras portas de entrada para golpes virtuais, clonagens e roubo de dados sensíveis.
A administradora Ana Carla relata o trauma que viveu após cair em um golpe de empréstimo falso: “A história parecia coerente. Tinha até barulho de call center ao fundo, então fui acreditando. Ela me guiava passo a passo. De repente, recebi uma notificação de um empréstimo feito no meu nome. Fiquei desesperada. Todo o meu dinheiro foi retirado de aplicações e usado em 14 operações de crédito em oito cartões diferentes, cadastrados em carteiras digitais e usados em maquininhas. Também pagaram 11 boletos bancários com o meu próprio dinheiro”.
Fraudes digitais em alta
Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o Brasil registrou mais de 4 milhões de tentativas de fraudes digitais em 2024, a maioria delas envolvendo o uso de smartphones. Entre os golpes mais comuns estão:
• Envio de links falsos por SMS, WhatsApp ou e-mail;
• Clonagem de contas em aplicativos de mensagens;
• Instalação de aplicativos fraudulentos;
• Acesso indevido por meio de redes Wi-Fi públicas e desprotegidas.
O assessor jurídico Ricardo Amauri ressalta que criminosos buscam justamente os celulares com menor proteção: “Eles analisam quais dispositivos estão mais vulneráveis. Se encontram cinco celulares com proteção fraca ou sem nenhuma, vão invadir, vasculhar os dados e usar o que puderem. Aqueles com mais barreiras eles descartam rapidamente. O foco é sempre na praticidade e rapidez.”
Como se proteger
O alerta é válido para todos os usuários, especialmente os que utilizam o celular para operações bancárias, pagamentos via PIX e cadastro de dados sensíveis. Para evitar prejuízos, especialistas recomendam:
• Manter um antivírus confiável e atualizado;
• Evitar conexões em redes públicas de Wi-Fi;
• Desconfiar de mensagens com links suspeitos;
• Habilitar autenticação em dois fatores em aplicativos e contas;
• Atualizar o sistema operacional e os apps com frequência.




