Goianésia- Após o Ministério Público de Goiás (MPGO) e o Ministério Público Federal em Goiás (MPF-GO) intensificarem a pressão, solicitando a interdição imediata do Aterro Sanitário Ouro Verde, localizado em Padre Bernardo, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 17,1 milhões dos bens dos responsáveis pelo local. A decisão, foi assinada pelo juiz Eduardo Alvares de Oliveira, da 2ª Vara Criminal.
A medida é uma resposta a um pedido liminar da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), que, após análise do plano de ação emergencial apresentado pelos proprietários do aterro, destacou a ineficácia das ações adotadas para sanar as falhas operacionais. A Semad alega que, apesar dos alertas feitos ao longo dos últimos anos, as condições de operação do aterro continuaram insustentáveis e irregulares, sem que houvesse uma solução efetiva para os problemas identificados.
O caso ganha ainda mais gravidade após o desmoronamento de uma montanha de lixo no dia 18 de junho, que contaminou o córrego Santa Bárbara, afluente do rio do Sal, agravando os riscos ambientais e prejudicando a qualidade da água da região. A situação gerou uma onda de indignação e mobilizou autoridades estaduais e federais, que exigiram medidas mais rigorosas contra o funcionamento do aterro.
A Semad já havia alertado, desde 2018, para os graves problemas no gerenciamento dos resíduos sólidos do aterro, destacando, em diversos pareceres técnicos, a falta de capacidade operacional e a negligência dos responsáveis pelo empreendimento. Porém, os apelos da pasta foram ignorados tanto pelo Judiciário estadual quanto pelo federal, que em diversas oportunidades concederam liminares permitindo o funcionamento do aterro, apesar das evidentes irregularidades.




