A condição pode levar a complicações graves e exige atenção redobrada para diagnóstico precoce e prevenção

Goianésia - Nos últimos anos, os casos de trombose venosa profunda têm mostrado um aumento significativo, especialmente entre os idosos, acendendo um alerta entre médicos e profissionais da saúde. A trombose, caracterizada pela formação de coágulos sanguíneos nas veias, pode resultar em complicações sérias, como embolia pulmonar. Especialistas destacam a importância da prevenção e do diagnóstico precoce para evitar danos maiores à saúde.

O médico Augusto Oliveira explica que a trombose é um problema cada vez mais frequente conforme a idade avança: “Até os 40 anos, a incidência da trombose é cerca de 30 casos a cada 100 mil habitantes. Acima dos 40 anos, esse número já dobra. E quando chega próximo dos 70 anos, a chance de ter trombose aumenta para 10 vezes mais. Ou seja, a idade avançada é um dos principais fatores de risco”.

O coágulo formado pode gerar complicações graves, como a embolia pulmonar, em que o coágulo viaja do local de formação, geralmente nas pernas, até os pulmões, podendo ser fatal: “Quando o sangue passa de líquido a gelatinoso, ele impede o retorno do sangue para o coração. Em alguns casos, isso pode levar à morte do paciente”.

Fatores de risco

Segundo a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), o risco de trombose é maior em pessoas com mais de 60 anos, especialmente devido a fatores como sedentarismo, o envelhecimento natural das veias, o uso prolongado de medicamentos e internações longas. Embora muitas vezes silenciosa, a trombose pode se manifestar com sintomas como dor, inchaço, vermelhidão e sensação de calor nas pernas.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico precoce é essencial para evitar as complicações. O tratamento medicamentoso é a principal abordagem, com o uso de anticoagulantes que ajudam a estabilizar o coágulo e favorecem sua dissolução natural. O médico Augusto Oliveira explica: “O tratamento da trombose envolve estabilizar o coágulo e dissolvê-lo completamente. Na maioria dos casos, o tratamento é feito exclusivamente com medicamentos”.