Especialistas alertam para riscos com fogueiras e fogos de artifício; maioria dos acidentes ocorre entre junho e julho

 

Goianésia - Com a chegada das festas juninas, as tradicionais fogueiras e os fogos de artifício voltam a fazer parte das celebrações em escolas, bairros e igrejas por todo o Brasil. Apesar da atmosfera festiva, essas práticas envolvem riscos que exigem atenção. Queimaduras, intoxicações por fumaça e até amputações são acidentes registrados todos os anos nesse período. A recomendação de profissionais da saúde e órgãos de segurança é clara: a diversão deve andar junto com a prevenção.

De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 70% dos acidentes com fogos de artifício ocorrem entre os meses de junho e julho. Em Goiás, o Corpo de Bombeiros reforça a campanha de prevenção, orientando a população sobre o uso seguro de fogos, o distanciamento adequado das fogueiras, e o risco de artefatos ilegais.

O ortopedista Dr. José Falcão, membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, faz um alerta contundente sobre os perigos do uso indevido de fogos: “Todos os anos tratamos pacientes com lesões graves causadas por explosões, especialmente nas mãos. Alguns casos resultam em amputações e danos permanentes, que afetam a capacidade de trabalho e a qualidade de vida desde a infância até a vida adulta.”

Segundo ele, muitos acidentes graves poderiam ser evitados com cuidados simples, como supervisionar crianças, não reutilizar fogos falhados, manter uma distância segura e nunca acender fogos perto de outras pessoas, vegetação ou estruturas inflamáveis.

“Infelizmente, vemos pessoas mutiladas pelo resto da vida por um momento de descuido em datas festivas”, lamenta o médico.

Além dos fogos, as fogueiras também exigem atenção: devem ser montadas em locais abertos, longe de fiações, galhos, casas ou materiais inflamáveis. É essencial manter um balde de água ou extintor por perto, caso algo saia do controle.

Tradição com responsabilidade

As festas juninas movimentam comunidades inteiras e são parte importante da cultura brasileira. Para que o clima de alegria não se transforme em tragédia, a responsabilidade de cada um faz a diferença. Campanhas de conscientização e ações educativas são essenciais para garantir que as celebrações sigam com segurança para todos.