Goianésia - Em Goianésia, assim como em muitas partes do Brasil, a chamada Geração Z — formada por jovens nascidos entre 1995 e 2010 — vive em constante conexão. Imersos no ambiente digital desde cedo, esses jovens consomem informação o tempo todo, interagem com influenciadores e participam de debates que extrapolam os limites geográficos da cidade.
A presença da internet no cotidiano transforma não só a maneira como se comunicam, mas também como pensam, aprendem e se posicionam diante do mundo. Para a influenciadora digital goianesiense Rebeca Cristina — conhecida como Beca — os criadores de conteúdo têm papel central na formação da opinião dessa geração. “Eu, como influencer, vejo que os influenciadores digitais têm um papel muito forte na formação de opinião dos jovens. Eles acompanham esses criadores todos os dias nas redes sociais e criam uma relação de confiança e identificação que é muito maior do que com vínculos tradicionais. Mas com isso também vem uma responsabilidade muito grande. O que se posta ali tem muito peso e pode influenciar de forma positiva ou negativa. Quem usa essa visibilidade com responsabilidade ajuda muito a construir um público mais crítico e engajado”, avalia Beca.
Segundo dados do IBGE, mais de 90% dos jovens brasileiros acessam a internet diariamente. O celular é o principal meio de conexão, e as redes preferidas são Instagram, TikTok e YouTube. Em Goianésia, essa realidade se reflete nos hábitos e comportamentos da juventude. Entre stories, vídeos curtos e mensagens instantâneas, a vida digital se tornou parte da identidade desses jovens.
A estudante de Psicologia Maria Eduarda Fonseca chama atenção para um aspecto sensível dessa relação: a dependência e os riscos da desinformação. “Hoje em dia estamos acostumados a buscar informação só nas redes sociais, porque é mais fácil e rápido. Muitas vezes é interessante, sim, mas infelizmente ficamos dependentes disso. É preciso tomar cuidado, porque nem toda informação é verídica — muitas vezes é só meia verdade. A gente consome muito conteúdo nas redes, mas precisa ter um olhar mais crítico também”, alerta a estudante.
O comportamento midiático da Geração Z em Goianésia revela um cenário de contrastes: se por um lado há riscos como a desinformação, a ansiedade e a pressão por visibilidade, por outro, há um uso criativo, consciente e engajado das redes sociais. Os jovens ocupam o espaço digital não apenas para se entreter, mas também para se expressar, se posicionar e transformar a realidade ao seu redor.




