Diretora identificou sinais de agressão; padrasto é preso e confessa espancamento. Mãe também será investigada por omissão

Goianésia - Uma menina de apenas 6 anos foi levada ao hospital com uma costela fraturada após relatar fortes dores e apresentar diversos hematomas pelo corpo. O caso, que ocorreu em Goianira, na Região Metropolitana de Goiânia, foi denunciado por educadores da escola onde a criança estuda. A Polícia Militar e o Conselho Tutelar foram imediatamente acionados.

A diretora da escola decidiu procurar ajuda ao notar o estado físico da aluna, que chorava de dor nas costas. Além do comportamento retraído, marcas de agressões nas costas, braços e pernas, algumas com sinais de sangramento, chamaram a atenção dos profissionais. Em conversa com a equipe escolar, a menina revelou que foi agredida pelo padrasto, que também a insultou com xingamentos de teor extremamente ofensivo.

A polícia localizou o suspeito, de 35 anos, na residência da família, onde ele morava com a mãe da vítima e uma outra criança de 3 anos. Ao ser abordado, o homem confessou que perdeu o controle após presenciar o que considerou uma atitude inadequada entre as irmãs. Disse ter usado um chinelo e uma vara de madeira para agredir as meninas. A filha mais nova também apresentava ferimentos, e uma das roupas infantis estava rasgada.

A mãe das crianças, de 25 anos, afirmou que também foi vítima de agressões por parte do companheiro dias antes. Ela contou aos policiais que sentia dores nas costas, resultado das agressões, mas não buscou ajuda. Diante da omissão em relação aos maus-tratos das filhas, a mulher foi autuada, mas liberada após a abertura de inquérito.

A menina de 6 anos foi encaminhada ao Hospital Municipal de Trindade, onde exames confirmaram a fratura de uma costela. As duas crianças ficaram sob os cuidados do Conselho Tutelar, que agora acompanha o caso. O padrasto permanece preso e deverá responder por lesão corporal gravíssima e violência doméstica.

O caso gerou comoção entre os funcionários da escola e reacende o alerta sobre o papel das instituições de ensino na identificação precoce de sinais de abuso infantil. As autoridades seguem investigando se houve episódios anteriores de violência no lar.