Pesquisa inédita sobre a prevalência do Transtorno do Espectro Autista (TEA) no Brasil destaca a importância do diagnóstico precoce

 

Goianésia - Um estudo recente realizado pela Universidade de Passo Fundo (UPF), em colaboração com outras instituições de saúde e educação, revelou pela primeira vez a prevalência do Transtorno do Espectro Autista (TEA) no Brasil. A pesquisa mostrou que uma em cada 30 crianças brasileiras foi diagnosticada com autismo.

A neuropsicopedagoga Antônia Brandão explica que crianças com esse transtorno podem apresentar comportamentos semelhantes: “O Transtorno do Espectro Autista é uma condição que pode se manifestar de formas diversas, mas geralmente, as crianças têm dificuldades com a comunicação social e padrões restritos e repetitivos de comportamento. Cada criança é única, e o diagnóstico preciso é fundamental para uma abordagem personalizada e eficaz”, detalhou.

A pesquisa envolveu crianças de 2,5 a 12 anos, sendo realizada em uma cidade com boa estrutura de saúde e serviços organizados, o que facilitou a avaliação de todas as crianças locais. Para realizar a triagem, foi utilizada a Mini-TEA, uma ferramenta desenvolvida pela UPF. Antônia Brandão comenta sobre o quanto é fundamental o acompanhamento terapêutico para o sucesso no tratamento: “O acompanhamento terapêutico contínuo é essencial. Quanto mais cedo as famílias procurarem ajuda e implementarem intervenções, maior é a chance de desenvolvimento da criança. O apoio da família e a parceria com os profissionais de saúde são cruciais para um tratamento eficaz.”

Além de fornecer dados inéditos sobre a prevalência do Transtorno do Espectro Autista, o estudo também ressalta a relevância do diagnóstico precoce. Identificar o autismo nos primeiros anos de vida pode assegurar um acompanhamento adequado, tratamentos mais eficazes e, acima de tudo, uma melhor qualidade de vida para as crianças e suas famílias.