Goianésia - O Governo de Goiás, em parceria com a Polícia Civil, lançou o projeto "Identificação Neonatal Goiás", visando garantir maior segurança e cidadania aos recém-nascidos nas maternidades do Estado. A medida prevê a coleta das impressões digitais dos bebês ainda na sala de parto, com o registro imediato dos dados no sistema da Polícia Civil. O objetivo é prevenir crimes como desaparecimentos, trocas e fraudes, além de proteger as famílias.
O delegado-geral da Polícia Civil de Goiás, André Ganga, aponta a relevância do projeto para a segurança das famílias: "Essa ação é um grande avanço, pois amplia a segurança desde o momento do nascimento até a alta hospitalar. A tecnologia que utilizamos para a coleta das digitais é extremamente fina e sensível, especialmente desenvolvida para registrar as impressões digitais de recém-nascidos. Com isso, garantimos que a identidade dos bebês seja registrada de maneira precisa, protegendo tanto as crianças quanto suas famílias”,explicou.
O projeto segue um protocolo com três etapas. A primeira coleta de impressões digitais ocorre na sala de parto, seguida por uma segunda coleta na alta hospitalar para confirmar a identidade do bebê e da mãe, garantindo que o vínculo entre ambos seja preservado. A última fase envolve a vinculação dos dados no sistema de identificação civil e o início da emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN) do bebê. Webert Leonardo, Superintendente de Identificação da Polícia Civil de Goiás, explica:
"Com a coleta de dados na alta hospitalar e a vinculação ao sistema de identificação civil, iniciamos o processo de emissão da CIN, proporcionando a identidade oficial do bebê desde o nascimento, o que garante mais cidadania e segurança para a criança."
Além disso, o projeto contará com uma especialização para os profissionais responsáveis pela coleta e registro das impressões digitais, assegurando que todos os procedimentos sejam realizados de forma adequada e eficiente.
O objetivo é tornar a adesão ao projeto obrigatória para todas as maternidades públicas e privadas do Estado. As instituições que seguirem os protocolos estabelecidos pela Polícia Civil e priorizarem a segurança dos bebês receberão o Selo Maternidade Segura, reconhecendo o compromisso com a proteção da infância e destacando a qualidade do atendimento.




