Goianésia- A prática conhecida como "férias silenciosas" tem ganhado destaque, especialmente entre as gerações Z e Millennials. Nesse cenário, profissionais fingem estar cumprindo suas funções, enquanto, na realidade, estão afastados das responsabilidades diárias ou pouco envolvidos com suas tarefas. Esse fenômeno tem gerado preocupação entre os empregadores, que enfrentam desafios para avaliar o engajamento real de seus colaboradores.
O consultor empresarial Manoel Messias observa que essa conduta tem se tornado mais comum do que se imagina. “Há uma normalização do comportamento de chegar atrasado, sair mais cedo ou faltar com frequência. Muitos não percebem o impacto que isso tem na produtividade da empresa. Além disso, muitos apresentam uma falta de estabilidade emocional para lidar com feedbacks construtivos ou mais assertivos”, explica Messias.
De acordo com uma pesquisa da Harris Poll, 37% dos trabalhadores Millennials nos Estados Unidos admitiram adotar as "férias silenciosas". Entre as estratégias usadas para simular produtividade estão ações como mover o mouse ou enviar e-mails fora do expediente, enquanto as funções reais não são efetivamente executadas.
Em Goianésia, a realidade não é diferente. Muitos empregadores têm se mostrado relutantes em contratar jovens devido a esse comportamento, conforme aponta o consultor. “Gestores frequentemente nos procuram dizendo que preferem não contratar pessoas novas, pois observam que os jovens da Geração Z mudam de emprego com facilidade, buscam resultados rápidos, questionam salários, faltam ao trabalho, não têm compromisso com horários e não entregam produtividade”, afirma Manoel Messias.




