Goianésia- O Conselho Regional de Nutrição de Goiás (CRN-90) informou que o nutricionista Bruno Correa Silva, suspeito de ter prescrito medicamentos ao fisiculturista Marcos Antônio Moraes Paz, que faleceu em Goiânia, não estava habilitado para exercer a profissão. O registro de Correa estava inativo desde março de 2024, o que o impossibilita de atuar legalmente como nutricionista.
A Polícia Civil abriu um inquérito para investigar as circunstâncias da morte de Marcos, conhecido no mundo do fisiculturismo como Dj Macaully. O atleta estava se preparando para uma competição quando sofreu uma convulsão fatal. Familiares suspeitam que o uso de substâncias, como anabolizantes e medicamentos veterinários como o clenbuterol e atrembola, tenha contribuído para sua morte. Esses produtos foram encontrados na residência de Marcos após o incidente.
Além disso, a família de Marcos descobriu uma lista de medicações e orientações fornecidas por Bruno Correa, que se apresenta nas redes sociais como especialista em nutrição esportiva. O delegado responsável pelo caso informou que o nutricionista será chamado para prestar esclarecimentos.
A defesa de Correa afirmou que ele está à disposição das autoridades e aguarda o fim das investigações para se pronunciar. O CRN-90 destacou que o exercício ilegal da profissão por um nutricionista com registro inativo pode resultar em penalidades tanto administrativas quanto criminais.
Marcos Antônio deixa esposa, um filho de 2 anos e uma enteada de 13 anos. Sua esposa revelou que estava preocupada com a saúde do marido e, inclusive, enviou mensagens alertando sobre os riscos de seus hábitos. Marcos, no entanto, afirmou estar ciente dos perigos e alegou estar sob a supervisão do nutricionista. “Esse é o preço para subir em um campeonato”, teria dito ele à esposa.
A Goiás Fisicoturismo e Fitness, responsável pelo evento em que Marcos estava inscrito, emitiu uma nota de pesar, manifestando solidariedade à família e reforçando a importância de os atletas buscarem acompanhamento profissional qualificado, respeitando os protocolos de segurança para evitar riscos à saúde.




